sexta-feira, 27 de abril de 2007

Aula 13 João Cabral de Melo Neto


Não vou falar novamente de realismo, mas o tema é semelhante, vou falar de João Cabral de Melo Neto.
Ele era um poeta que tinha semelhanças ao parnasianismo, fala de uma forma sutil da sociedade, não expressa muito sentimento, usa-se muito de metalinguagem,compara o modo que ele escreve os poemas com o contexto social, e por ai vai.
Essa fotu eu a vi e copiei, queria eu ter a tirado, por que expressa muito sentimento.
Quis colocar pois retrata nossa sociedade, com as portas SEMI-ABERTAS ou estão totalmente fechadas para pessoas como este senhor da foto.
Analisando essa foto está em preto e branco que faz com que pensemos que a vida desse senhor não tem mais nada de feliz,está totalmente apagada, tudo que é preto e branco é mais fácil de se apagar, de nossas mentes e a do governo,por isso na foto o isolamento dele, sem ninguém pra ver, conversar, ele tem uma expressão que parece estar desolado,ganhando NÃO NÃO NÃO .
Outra coisa interessante é o ângulo que foi tirada essa foto, o ênfase que da no senhor e o infinito de fundo, como quem vai vai vai e nunca chega em lugar algum, podemos até fazer uma parafrase com o livro a rosa do povo de Carlos Drummond de Andrade que em meio ao caos da cidade sem sentimento em preto e branco surge uma rosa, uma esperança , uma alegria, se esse homem tiver uma família que o ama por mais que esteja tudo ruim,reina a esperança nisso tudo.A gente espera do mundo e o mundo espera de nós.
Ge obrigada por voce me ajudar a agora conseguir analisar fotos como esta.

3 comentários:

Geruza Zelnys disse...

Nossa Josy tô boba!!!
tanto com a seleção da foto (fantástica mesmo) quanto com a seu desprendimento e disposição certeira para a análise.
Realmente vc observou tudo cor, ângulo, símbolos e relacionou os diversos enfoques literários...
parabéns!!!
agora vc está pronta para ver e, parafraseando Cabral:
todo ver tem um risco
o risco do cisco
é ele que desobstrui
a visão automática
e eu páro por aqui
porque mais não ví... rsss

um beijo minha querida amiga
espero q vc esteja bem e feliz
G.

Eduardo Scudeler disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eduardo Scudeler disse...

Jooo..
Me fez pensar que, realmente, o grafite de um lápis de escrever é mais frágil do que a borracha, enquanto os de lápis de cor, se fixam no papel!
Quero a minha vida, com uma caixa de 48 lápis e as mais diversas cores! Pra sempre.
Quero fazer história, quero amar, quero 'incluir'.
Amei a foto Jô, Parabéns!
Bjãoo!